Executivo apresenta projeto
que disciplina participação de agente público em conselhos
Plenário Orlando Spínola
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA
Chegou ao Legislativo baiano um
projeto de lei, de iniciativa do Poder Executivo, que objetiva disciplinar a
participação de secretários estaduais e agentes públicos em conselhos ou
entidades assemelhadas, constituídos sob a forma de pessoa jurídica de direito
privado sem fins lucrativos. O PL nº 24.511/2022 traz modificações à Lei nº
14.017, de 24 de outubro de 2018, que regulamenta a compensação com créditos de
precatórios, próprios ou de terceiros, de débitos de natureza tributária ou de
outra natureza.
Em mensagem encaminhada aos
parlamentares, o governador Rui Costa explica que o objetivo da proposição é
estabelecer critérios e requisitos para a participação de representantes do
Estado nesses espaços, “buscando assegurar que esta participação se efetive em
entidades regularmente constituídas, em consonância com as normas trabalhistas
e com o fisco”. A proposta determina que a comprovação dos requisitos elencados
é condição para o pagamento das anuidades e taxas decorrentes da participação
desses gestores.
Entre os requisitos determinados no
PL, estão a pertinência temática, demonstrada a partir do cotejo do objeto e
finalidade da entidade privada com o plexo de atribuições da Secretaria de que
é titular o agente político; demonstração do interesse público na participação
do agente político, reconhecido por ato do chefe do Poder Executivo;
regularidade jurídica da entidade; regularidade fiscal da entidade relativa às
Fazendas Públicas Federal, Estadual e Municipal do seu domicílio ou sede, em especial
à Fazenda Pública do Estado da Bahia; regularidade trabalhista e previdenciária
da entidade, em especial a regularidade relativa ao INSS e FGTS.
Ainda segundo o chefe do Executivo, a
iniciativa busca resguardar a presença do interesse público na participação do
agente político nas respectivas entidades, “possibilitando ao Estado da Bahia
maior articulação para a gestão das políticas públicas relacionadas a matérias
específicas, bem como a criação de um intercâmbio técnico entre os seus
integrantes, refletindo diretamente em ganhos de eficácia e efetividade dos
órgãos envolvidos”.
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